Um dos momentos mais estranhos da minha vida aconteceu essa manhã, quando eu competi oredenhar uma vaca virtualmente com um completo desconhecido. Usando os novos controles da Nintendo, os Joy-Con, mexendo eles de cima pra baixo e alternando apertar os botões de cima, eu lutei para conseguir encher copos de leite o mais rápido possível.

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A experiência era um mini game dentro do futuro 1, 2, Switch, um dos jogos que serão lançados junto com o Nintendo Switch em 3 de Março. Por mais bizarro que ordenhar uma teta de vaca virtual possa parecer, eu preciso admitir que foi muito divertido.

nintendo-switch-1Todas as imagens: Gizmodo

Na verdade, a grande experiência que eu levo passando algumas horas jogando vários jogos do Nintendo Switch é que esse é um console muito, muito divertido. Enquanto eu jogo diferentes jogos de diferentes maneiras, tanto conectado a uma TV ou em modo portátil, eu me encontro lembrando da diversão que eu costumava ter ao jogar o Wii quando ele foi lançado.

O centro da experiência Nintendo Switch não está na tela, que pode ser guardada na base ou usada de maneira portátil, são os controles Joy-Con.

nintendo-switch-2O Joy-Con Grip

O par de controles é especialmente o que faz o sistema funcionar. Quando acoplados ao Joy-Con Grip, o controle parece um controle normal. A Nintendo também irá vender um controle Pro, que parece bem, bem similar ao Pro Controller para o Wii U, mas o Joy-Con é como a maioria dos usuários irá interagir com o sistema.

Como eu disse, quando acoplado ao Grip, o controle Joy-Con é instantaneamente intuitivo e confortável. Mas o segredo é que você pode retirar esses controles e usá-los um em cada mão, como o Wii Nunchuk. Eu achei o controle extremamente confortável quando montado no Grip ou aos lados da tela do Switch.

Você também pode remover as duas partes do controle, e usar só um virado horizontalmente. Eu usei esse método para jogar o jogo 2D, Sonic Mania. Eu devo dizer que nas minhas mãos (que são bem pequenas), o controle horizontal parecia minúsculo. Além do mais, depois de um bom tempo jogando dessa forma, meu dedão esquerdo começou a doer. Ainda assim, o Joy-Con funciona muito bem, o que em si já é uma surpresa.

O uso do Joy-Con desmontado é mais divertido em jogos como o 1, 2, Switch, onde cada pessoa segura uma metade do Joy-Con e mira o seu oponente, não a tela, para completar ações como no jogo onde você ordenha a vaca. O Joy-Con da direita tem um sensor de movimento dentro dele e aparentemente consegue identificar gestos de mão como papel, pedra e tesoura. A Nintendo não mostrou os sensores em ação, mas a vibração, conhecida como HD Rumble, era bem, bem animal.

Por exemplo, um dos mini games no 1,2 Switch pede que você adivinhe quantas bolas de gude estão dentro de uma caixa. Você move o controle da esquerda pra direita na palma da sua mão e as vibrações simulam o que parece girar uma caixa de bolas de gude. A sensação, embora bizarra, parecia mesmo com você girar uma caixa fechada de bolas de gude entre suas mãos.

A vibração era forte em outros jogos também. Ao jogar Mario Kart 8: Deluxe, as vibrações ativaram nas horas certas quando eu era atingida ou pegava um item bônus. Em The Legend of Zelda: Breath of the Wild, as vibrações no controle adicionaram à noção de escalar uma colina ou ser acertado por um inimigo.

Quando você tira o Switch da sua base e o usa como um vídeo game portátil, ainda é bem fácil de usar. A Nintendo colocou travas de segurança na base para prevenir roubos, mas mesmo esse cabo extra não tornou o processo de mover o controle Joy-Con do Grip para a base tão mais complexo.

Quando na base, é fácil deslizar cada uma das metades do Joy-Con nos trilhos existentes dos dois lados do Switch. Eles facilmente travam no lugar, então você pode tirar o Switch da base.

nintendo-switch-4Travar o JoyCon no Switch e tirar ele da base é suave.

Eu nunca achei que o processo de mudar da TV para o controle no Wii U um processo suave. Mas no Switch realmente é. Enquanto jogava The Legend of Zelda: Breath of the Wind, eu conseguia trocar no meio do jogo sem problemas. Remover o Joy-Con do Grip pausava o jogo e assim que eu tirava o Switch da base, o jogo voltava à ação, exatamente onde eu estava antes.

Quando usado como um portátil, o Switch se mostrou mais leve do que eu esperava. Com os controles Joy-Con acoplados, o Switch é grande, parece mais comprido do que o Gamepad do Wii U, mas não é um trambolho. O peso é definitivamente maior do que o seu telefone ou um 3DS, mas não é algo que deva ser um problema ao jogar algumas horas.

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A qualidade da tela é precisa e o tempo de resposta gráfica é fantástico. Eu joguei o multiplayer do Super Mario Kart 8: Deluxe e foi animal. O tamanho da tela, (6.2 polegadas, ou por volta de 15,74 cm) é grande o bastante para manter você imerso, enquanto ainda é pequena o bastante para não fazer andar com ela por aí ser um problema. Ainda assim, eu me pergunto sobre a duração da bateria. A Nintendo promete de duas horas e meia a seis horas.

Quando se trata dos jogos mesmos, nada além de Zelda me impressionou demais (apesar do Super Mario Odyssey parecer incrível), mas os jogos que eu joguei eram muito divertidos. Splatoon 2 na base ou em modo portátil era incrível, especialmente quando competindo com outras pessoas.

Até jogos clássicos como o Ultra Street Fighter, que está disponível em modo HD ou com gráficos retrô, pareciam mais novos do que deveriam.

No final das contas eu me diverti muito jogando esses jogos, e os controles Joy-Con são um prazer de usar. É cedo demais para dizer se as ideias que a Nintendo está testando com o Switch vão funcionar e se o console é o bastante para consertar os erros do Wii U. Vai precisar mais do que os jogos da Nintendo para sustentar a plataforma. Ainda mais agora que a quantidade de jogos no lançamento não parece tão empolgante assim. No entanto, a minha primeira impressão é que o console vai mais acertar do que errar.