Com as informações de login de amigos e familiares generosos, você pode aproveitar a Netflix, Spotify e mais um monte de outros serviços de streaming sem gastar um centavo – mas todo esse compartilhamento de senhas é inteligente? Em alguns casos, compartilhar suas informações de login poderia resultar na suspensão do serviço para todo mundo, já que determinados regulamentos não permitem. Demos uma olhada nos principais serviços de streaming para descobrir quais são as políticas e limites oficiais de cada um deles, assim você não precisa se preocupar com interrupções desagradáveis.

Netflix

netflixImagen: Captura de Tela

O CEO da Netflix, Reed Hastings, não se importa se você compartilhar a sua conta com a família – no ano passado ele disse que isso é “algo positivo” e, é claro, o serviço permite configurar diversos perfis dentro de uma única conta para que cada um tenha seu próprio histórico e recomendações.

A empresa parece ser bem tranquila sobre o compartilhamento da conta com amigos, também – é difícil saber a diferença entre seus filhos fazendo o login na escola e os amigos logando da cidade próxima – com a teoria de que o limite de telas reproduzindo conteúdos simultaneamente irá encorajar as pessoas assinarem suas próprias contas.

Esses limites são: um stream simultâneo no plano básico (R$ 19,90/mês), dois streams simultâneos no plano padrão (R$ 27,90/mês) e quatro streams simultâneos no premium (R$ 37,90/mês). Não existe nenhum plano “familiar” oficial, mas efetivamente seria a opção premium com a permissão para quatro transmissões simultâneas.

HBO Go e HBO Now

hboImagem: Gizmodo

A HBO oferece dois métodos de streaming para séries como Game of Thrones e Westworld, uma delas, o HBO Now, está disponível apenas nos Estados Unidos. Já o HBO Go chegou ao Brasil no final do ano passado e custa R$ 34,90 mensais.

Compartilhar a conta é fácil. A HBO solicita um limite de senhas compartilhadas por razões de segurança, mas você pode fazer até três transmissões simultâneas, independente da sua localização.

Mas fique atento e escolha bem com quem compartilhar a conta, já que mais do que três transmissões acontecendo ao mesmo tempo pode resultar em todos sendo removidos do serviço ao mesmo tempo. Depois disso, tem um período de “descanso” antes que os usuários possam, um por vez, entrar de novo.

Spotify

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Todos os serviços de streaming de música seguem regras similares. Pague R$ 16,90 por mês para pegar uma conta premium e então você pode escutar no Spotify em qualquer dispositivo e compartilhar suas senhas com qualquer pessoa que quiser, mas saiba que o limite é de uma transmissão por vez. Se alguém estiver ouvindo aqui, a pessoa de lá não pode escutar.

O Spotify permite que você sincronize suas músicas no smartphone ou computador, para ouvir offline, mas existe um limite aqui – dá para sincronizar músicas em três dispositivos por vez. Permitir duas pessoas utilizar a mesma conta do Spotify pode causar dores de cabeça regularmente. A solução é o Spotify Família, mas o valor da assinatura é de R$ 26,90 mensais.

Esses R$ 10 a mais permitem a adição de até seis contas diferentes, para você, seus filhos e amigos, embora o Spotify especifique que todos precisem morar no mesmo endereço. Se e como essa regra é aplicada, não é detalhado pelo Spotify – é claro, qualquer um dos seis membros da conta família podem fazer login onde eles quiserem – mas baseado em publicações nos fóruns do serviço, de vez em quando as pessoas são retiradas dos planos por infringir a regra.

Apple Music

apple-musicImagem: Captura de Tela

Por US$ 4,99 por mês (R$ 15,60 na cotação atual) você pode transmitir em até seis dispositivos, embora você só possa fazer o stream em um por vez – para escutar simultaneamente em outros aparelhos, é preciso armazenar as músicas localmente.

O Plano Familiar custa US$ 7,99 (R$ 25,00, na cotação atual) e permite cadastrar até seis usuários, como o Spotify, mas não há menção nas regras de que os usuários precisem viver no mesmo endereço. Mas existem restrições nos termos de pagamento: qualquer compra extra no iTunes precisa passar pelo mesmo cartão de crédito, então se seus amigos estão comprando músicas, filmes ou qualquer outra coisa além da assinatura, então a conta vai para o cartão de quem está organizando o plano familiar.

Provavelmente isso significa bagunçar um pouco entre diversas Apple IDs para compartilhar contas, então talvez não valha a pena utilizar algo que foi projetado para funcionar como um plano família como uma maneira de dividir as contas com os amigos. Além disso, tecnicamente você estaria violando os termos e condições, então não haveria uma desculpa caso você fosse retirado do serviço.

Google Play Music

google-musicImagem: Captura de Tela

O último da lista dos principais serviços de streaming, temos o Google Play Music, Você paga R$ 14,90 por mês você tem o acesso premium, que permite acessar o aplicativo em dez dispositivos no total, sendo que cinco deles podem ser smartphone. Assim como o Spotify e Apple Music, dá para transmitir em apenas um por vez, mas playlists offline ficam disponíveis.

Como nos outros serviços, existe um Plano Família por R$ 22,90 que cobre seis usuários, cada um com seu próprio stream. O Google diz que os membros convidados precisam ter pelo menos 13 anos e viver no mesmo país que a pessoa que gerencia a família, e assim como o Apple Music, todas as compras nos serviços do Google, de qualquer pessoa do grupo, vai para o cartão de débito ou crédito de quem está comandando a família.

Não é tecnicamente impossível compartilhar o Plano Família do Google Play com os amigos, mas você ainda terá esse problema com as compras (para aplicativos, filmes e outros) irem todas para mesmo cartão, além de violar os termos em primeiro lugar. Criar novas contas do Google é uma opção, mas talvez seja mais fácil cada um pagar o sua própria assinatura.