Recentemente, o Twitter anunciou que finalmente mudaria sua política de moderação – uma forma de admitir que a rede foi tomada por trolls de todos os tipos, incluindo aqueles que flertam sem vergonham alguma com o nazismo. As novas regras (que o Twitter diz ser só uma “forma mais clara” das regras que já existem) começam a valer hoje (18), e incluem proibições envolvendo “imagens e nomes de usuários com discurso de ódio” e também “nome de usuário, nome destacado ou bio do perfil que tratem de comportamento abusivo”.

Além disso, o Twitter disse que vai policiar discursos de ódio “dentro e fora da plataforma” – algo que pode parecer um trabalho muito maior da própria empresa, mas que provavelmente será só um pretexto para que o Twitter possa banir usuários que expõe ideias horríveis de ódio, mas que não chegam ao ponto de fazer ameaças e afins. Agora, resta saber se a nova política realmente será um marco de novas práticas da rede ou se será apenas balela.

Nos últimos meses, vimos alguns sinais confusos de como o Twitter pode ser esquisito. No início de novembro, por exemplo, a rede verificou a conta de Jason Kessler, dando a um dos organizadores do violento protesto neonazista em Charlottesville uma reluzente medalha digital. Essa história só piora porque Kessler tuitou, em agosto, que a morte de Heather Heyer, que protestava contra os neonazistas, foi “a hora da vingança”.

Depois dessa bagunça, o Twitter tirou o verificado de todas as contas e disse que estava reavaliando suas políticas. Dias depois, a rede social começou a remover o verificado de diversos personagens conhecidos no meio neonazista, alt-right e wioda essa patota, além de banir a conta de Tim “Baked Alaska” Gionet, um dos maiores trollz neonazi do Twitter. Isso foi um bom sinal, sem dúvida, mas há sinais de que o Twitter não tem moderadores qualificados o bastante para garantir que esse tipo de punição seja feita de forma justa. Só o tempo dirá se as coisas vão melhorar. Enquanto isso, os alt-right estão um tanto preocupados.

[via Recode]